Sempre na procura da incessante força da vida
Dos seus olhos turbulentos de alegria
A face de um palhaço
Uma obra-prima
Sempre a procura da essência da loucura
Absorvendo em cada atmosfera
O prazer dessa tortura
Em seu toque frio e doentio:
O calor e o arrepio
Sombras na parede
Sua face ali, eu vi
E sinto o seu cheiro
Regado de suas inúmeras cores
Faça-me rir agora
Senhor dos Rumores
Apresenta-se pela terra
Pelo sopro do ar
- Eu estou aqui
Venha, quero me afogar!
Então o sono tomaria conta de mim
Mais uma vez
Simplesmente porque te quis
E mais uma vez você não o fez
Palhaço bobo
De nada adianta minha melancolia
Eu quero e nunca terei essa sua triste alegria
Aconchegante como as nuvens, como toque de magia..
Tens meu colorido afã
Em sua própria rebeldia
Eis de encontrar-te novamente
E lhe falarei tudo o tenho guardado nos últimos anos
Se essa agonia acaba hoje
Talvez eu me engane
Eu te amo, palhaço
E tudo o que vivi
É espelho, é passado
Eu quero uma vida quieta
Sem graça
Não quero teu pudor
Palhaço Desgraça
Eu só quero a calma
Do teu leito, teu altar
Eu te amo
E muito
E me culpo por te amar.
Wesley Lima e Luiz Viamonte
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